Mundo
Guerra no Médio Oriente
Irão. Cerimónias fúnebres de Ali Khamenei estendem-se até quinta-feira
O caixão do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, chegou esta sexta-feira ao complexo religioso de Teerão, onde se realizará um funeral sem precedentes, quatro meses após a sua morte num ataque aéreo israelo-americano.
O corpo do ayatollah Khamenei, envolto na bandeira iraniana, vai estar em câmara ardente dia e noite até segunda-feira na Grande Mosalla.
As paredes do complexo estão cobertas com grandes retratos do homem que serviu como Líder Supremo durante mais de três décadas, bandeiras negras em sinal de luto e bandeiras vermelhas, símbolos de martírio e vingança.
Na primeira aparição pública desde o início da guerra, Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, uma das forças militares mais poderosas do Médio Oriente, prestou homenagem a Khamenei.
Mantendo um perfil discreto desde o início do início do conflito, provavelmente para evitar ser assassinado como o seu antecessor, Ahmad Vahidi colocou a mão sobre o caixão e rezou, de acordo com uma fotografia partilhada pela agência de notícias Fars.
A presença do filho de Ali Khamenei, Mujtaba, que lhe sucedeu como líder supremo no início de março, não foi confirmada. Ferido nos ataques que mataram o seu pai, o líder comunica apenas através de declarações que lhe são atribuídas e não aparece em público.Cortejo fúnebre vai percorrer as ruas de Teerão Ali Khamenei, o Líder Supremo que mais tempo governou desde a fundação da República Islâmica, em 1979, morreu aos 86 anos num bombardeamento à sua residência, a 28 de fevereiro, levado a cabo pelos seus dois inimigos declarados, os Estados Unidos e Israel.
O funeral de Estado, inicialmente previsto para março, mas adiado devido à guerra, deverá ser o maior da história do Irão.
Em 1989, quando o seu antecessor, Ruhollah Khomeini, faleceu, aproximadamente 10 milhões de pessoas compareceram ao funeral, segundo dados oficiais. A aglomeração na altura resultou em mais de dez mortes.
Junto ao caixão de Ali Khamenei estão os caixões dos seus familiares, também mortos no primeiro dia da guerra, incluindo uma das suas filhas, um genro, uma nora e uma neta.
Um turbante preto, usado pelos clérigos que alegam descendência do profeta Maomé, repousa no caixão, sobre um lenço dobrado aos quadrados, símbolo no Irão dos ideais revolucionários militantes e da solidariedade para com os palestinianos.
Um cortejo fúnebre com os restos mortais do antigo líder supremo percorrerá as ruas de Teerão na segunda-feira, onde inúmeros cartazes e slogans prestam homenagem ao "mártir", antes de chegar à cidade sagrada de Qom na terça-feira.Espera-se que o corpo de Khamenei seja levado para Qom, Najaf e Kerbala, os grandes centros xiitas do Irão e do Iraque, antes de ser sepultado na quinta-feira em Mashhad, cidade que alberga o santuário de peregrinação mais sagrado do país.
Khamenei ficará em Mashhad, perto do túmulo do Imã Reza, uma figura de grande devoção no Irão.
Representantes de cem países em Teerão Representantes de mais de 100 países deverão comparecer no funeral do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que começa esta sexta-feira, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
Prevê-se a presença de líderes e representantes de vários países, principalmente vizinhos, incluindo o ex-presidente russo Dmitry Medvedev e o primeiro-ministro paquistanês Shebaz Sharif. A China será representada por um alto funcionário do parlamento, He Wei.
Representantes do Líbano, Iraque e Iémen, países que albergam os principais aliados do Irão na sua rede de poder regional, entraram no salão para prestar a sua última homenagem aos caixões.
As famílias do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e do comandante sénior Imad Mughniyeh, aliados libaneses próximos do Irão mortos em ataques israelitas, assistiram à cerimónia.
Nenhum líder europeu foi convidado.
"Todos os que assistem ao funeral estão do lado certo da história", enfatizou esta semana o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, denunciando o apoio ocidental a Israel e aos Estados Unidos nas suas duas guerras contra a República Islâmica, uma em junho de 2025 e outra este ano.
No sistema teocrático iraniano, Khamenei não era apenas chefe de Estado e líder de um movimento revolucionário, mas também o representante na Terra do 12.º imã do Islão xiita, que desapareceu no século IX.A sua morte num ataque inimigo enquadra-se numa poderosa tradição xiita de martírio e luto, na qual procissões de manifestantes batem no peito ou nas costas.
Este poderoso simbolismo tem sido evidente nas bandeiras fúnebres negras que agitam as ruas da cidade desde a sua morte, fazendo referência ao martírio do terceiro imã do xiismo, Hussein, no século VII.
Ironicamente, o início do funeral coincidirá com o feriado nacional dos Estados Unidos, 4 de julho, quando o país celebra o seu 250.º aniversário.
O funeral realiza-se no meio de tensões elevadas, no contexto de um frágil cessar-fogo entre Teerão e Washington, e também seis meses após grandes protestos contra o elevado custo de vida e o governo.
Desde esta sexta-feira que Teerão se assemelha a uma fortaleza, com uma presença policial maciça e um vasto perímetro inacessível por carro.
As paredes do complexo estão cobertas com grandes retratos do homem que serviu como Líder Supremo durante mais de três décadas, bandeiras negras em sinal de luto e bandeiras vermelhas, símbolos de martírio e vingança.
Na primeira aparição pública desde o início da guerra, Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, uma das forças militares mais poderosas do Médio Oriente, prestou homenagem a Khamenei.
Mantendo um perfil discreto desde o início do início do conflito, provavelmente para evitar ser assassinado como o seu antecessor, Ahmad Vahidi colocou a mão sobre o caixão e rezou, de acordo com uma fotografia partilhada pela agência de notícias Fars.
A presença do filho de Ali Khamenei, Mujtaba, que lhe sucedeu como líder supremo no início de março, não foi confirmada. Ferido nos ataques que mataram o seu pai, o líder comunica apenas através de declarações que lhe são atribuídas e não aparece em público.Cortejo fúnebre vai percorrer as ruas de Teerão Ali Khamenei, o Líder Supremo que mais tempo governou desde a fundação da República Islâmica, em 1979, morreu aos 86 anos num bombardeamento à sua residência, a 28 de fevereiro, levado a cabo pelos seus dois inimigos declarados, os Estados Unidos e Israel.
O funeral de Estado, inicialmente previsto para março, mas adiado devido à guerra, deverá ser o maior da história do Irão.
Em 1989, quando o seu antecessor, Ruhollah Khomeini, faleceu, aproximadamente 10 milhões de pessoas compareceram ao funeral, segundo dados oficiais. A aglomeração na altura resultou em mais de dez mortes.
Junto ao caixão de Ali Khamenei estão os caixões dos seus familiares, também mortos no primeiro dia da guerra, incluindo uma das suas filhas, um genro, uma nora e uma neta.
Um turbante preto, usado pelos clérigos que alegam descendência do profeta Maomé, repousa no caixão, sobre um lenço dobrado aos quadrados, símbolo no Irão dos ideais revolucionários militantes e da solidariedade para com os palestinianos.
Um cortejo fúnebre com os restos mortais do antigo líder supremo percorrerá as ruas de Teerão na segunda-feira, onde inúmeros cartazes e slogans prestam homenagem ao "mártir", antes de chegar à cidade sagrada de Qom na terça-feira.Espera-se que o corpo de Khamenei seja levado para Qom, Najaf e Kerbala, os grandes centros xiitas do Irão e do Iraque, antes de ser sepultado na quinta-feira em Mashhad, cidade que alberga o santuário de peregrinação mais sagrado do país.
Khamenei ficará em Mashhad, perto do túmulo do Imã Reza, uma figura de grande devoção no Irão.
Representantes de cem países em Teerão Representantes de mais de 100 países deverão comparecer no funeral do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei, que começa esta sexta-feira, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
Prevê-se a presença de líderes e representantes de vários países, principalmente vizinhos, incluindo o ex-presidente russo Dmitry Medvedev e o primeiro-ministro paquistanês Shebaz Sharif. A China será representada por um alto funcionário do parlamento, He Wei.
Representantes do Líbano, Iraque e Iémen, países que albergam os principais aliados do Irão na sua rede de poder regional, entraram no salão para prestar a sua última homenagem aos caixões.
As famílias do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e do comandante sénior Imad Mughniyeh, aliados libaneses próximos do Irão mortos em ataques israelitas, assistiram à cerimónia.
Nenhum líder europeu foi convidado.
"Todos os que assistem ao funeral estão do lado certo da história", enfatizou esta semana o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghai, denunciando o apoio ocidental a Israel e aos Estados Unidos nas suas duas guerras contra a República Islâmica, uma em junho de 2025 e outra este ano.
No sistema teocrático iraniano, Khamenei não era apenas chefe de Estado e líder de um movimento revolucionário, mas também o representante na Terra do 12.º imã do Islão xiita, que desapareceu no século IX.A sua morte num ataque inimigo enquadra-se numa poderosa tradição xiita de martírio e luto, na qual procissões de manifestantes batem no peito ou nas costas.
Este poderoso simbolismo tem sido evidente nas bandeiras fúnebres negras que agitam as ruas da cidade desde a sua morte, fazendo referência ao martírio do terceiro imã do xiismo, Hussein, no século VII.
Ironicamente, o início do funeral coincidirá com o feriado nacional dos Estados Unidos, 4 de julho, quando o país celebra o seu 250.º aniversário.
O funeral realiza-se no meio de tensões elevadas, no contexto de um frágil cessar-fogo entre Teerão e Washington, e também seis meses após grandes protestos contra o elevado custo de vida e o governo.
Desde esta sexta-feira que Teerão se assemelha a uma fortaleza, com uma presença policial maciça e um vasto perímetro inacessível por carro.
O aeroporto de Teerão foi parcialmente encerrado e será totalmente encerrado na segunda-feira, feriado nacional em todo o território iraniano. Os centros comerciais fecharam portas e as empresas foram obrigadas a encerrar as suas atividades.
c/agências